Casado, com dois filhos e aos trinta e seis anos, o vitoriense Etevaldo José da Silva trabalha com desenhos e pinturas, tem como paixão o cinema e hoje é conhecido como diretor, produtor, redator e ator do filme: O Mestre e o Livro Sagrado. De família humilde, o Van Dame Vitoriense (nome artístico) conseguiu realizar seu grande sonho: estrear um filme sobre artes marciais. Mesmo com todas as dificuldades encontradas, Etevaldo já planeja seu segundo longa metragem e acredita que mais uma vez levará o nome Vitória para o Brasil, uma vez que O Mestre e o Livro Sagrado foi matéria em telejornais em rede nacional.
Correio do Interior: Como surgiu a idéia de produzir e dirigir um filme?
Etevaldo (Van Dame): Desde os doze anos que gosto de filmes, principalmente de artes marciais. A idéia, faz uns dez anos que venho pensando neste projeto, mas nos últimos dois anos é que as coisas vêm se tornando realidade.
C.I.: Você fala de artes marciais, qual sua formação com esta prática e a razão do nome Van Dame?
Etevaldo (Van Dame): Não tenho diploma em nenhuma modalidade esportiva ou como atleta, meu aprendizado foi na raça, conheço colegas com certificados que me procuram para tirar dúvidas sobre muitas coisas. O nome Van Dame faz parte da minha vida há muitos anos. Tudo começou depois das minhas aulas e apresentações, sempre no estilo Shotohran, o mesmo utilizado pelo Van Dame. Sem falar na aparência física, hoje não pareço com ele como na década de 80, mas o nome artístico ficou e atendo por este nome sem problema nenhum. Trabalho com serigrafia e sempre assino meus trabalhos com o nome do astro hollywoodiano.
C.I.: Quais os pontos positivos e negativos que você poderia colocar com relação ao Mestre e o Livro Sagrado?
Etevaldo (Van Dame): Como ponto positivo, a satisfação de poder assistir a meu filme junto com meus amigos e familiares, saber que temos muita gente que torce pelo nosso sucesso por nossa alegria. O lançamento do filme foi uma exibição no Colégio 3 de Agosto, na primeira semana de outubro. Apesar da cidade está envolvida com as eleições tivemos 120 pessoas vendo o filme. Pontos negativos são os patrocinadores que ainda não investem o necessário em projetos como este. Outras coisas são os materiais para as filmagens, como câmeras, iluminação e um elenco fixo. Foram problemas durante as filmagens. Tivemos alguns atores que precisaram se deslocar para outras localidades e comprometeu muito as filmagens. Pensei varias vezes em desistir. Hoje, quando vejo que estou com 120 cópias vendidas e o trabalho sendo mostrado no NETV e no Jornal da Globo, e agora no jornal impresso, vejo que está valendo a pena.
C.I.: O que pretende depois de O Mestre?
Etevaldo (Van Dame): Ainda não posso passar para vocês. Estou escrevendo o segundo filme, Punhos da vitória, agora como já tenho minha própria câmera e também um material de iluminação legal, assim como a experiência do primeiro filme, este segundo vem com mais cuidado. Temos uma bagagem que não tínhamos no primeiro filme.
