Carnaval: manifestação popular ou elitização?

 

Será que o carnaval é mesmo a maior festa de manifestação popular do mundo?

 

A resposta não é tão fácil de responder como há 15 anos.
A chegada do carnaval cronometrado onde se paga para brincar em um determinado tempo dentro dos cinco dias, teve diversas motivações.
Segurança, distinção e atrações são as razões elencadas pelos foliões que optam por pagar para brincar dentro do cordão. A origem vem também do Axé que a Bahia vende e exporta, deixando de lado seu próprio processo de civilização que teve forte influência da cultura africana.
A brincadeira momina deixou de possuir características populares advindas de sua origem, elitizando e deturpando o verdadeiro sentido da festa, a tornando essencialmente comercial.
Mas onde fica Pernambuco nessa história?
Pernambuco corre por fora desse modismo que ultimamente, pelo que se percebe, cada vez mais vem declinando, basta perceber o fim das Micaretas em diversos pontos do País.
Olinda e Recife resistiram a este processo essencialmente elitista.
Com originalidade e tradição, o carnaval pernambucano tem características próprias, sem perder em momento nenhum o brilho e irreverência da festa.
O Galo da Madrugada o maior bloco do mundo, pode-se brincar sem pagar um só centavo, e mais, é possível tocar frevo, maracatu e caboclinho numa criação baiana, que é o trio elétrico. Em Olinda, orquestras de frevo, maracatus e afoxés completam o cenário da cidade alta, e as ruas continuam congestionadas de pessoas de todos os lugares do mundo. Qualquer ritmo que não seja os tradicionais é proibido. Até mesmo as rádios têm um percentual de músicas regionais que na época são obrigadas a tocar.
Tanto no Galo quanto em Olinda as mais diversas classes se misturam e faz do carnaval uma verdadeira festa de manifestação popular, onde a principal atração não é outra que não o próprio povo.
Meio a tantas informações surge uma nova pergunta:
Teria alguma perda se em Vitória de Santo Antão fosse proibido tocar outra música que não fosse a de ritmos pernambucanos?
Responda e participe da 23º edição do Correio do Interior.

 

 

com informações de Helder Sóstenes.

falecom@correiodointerior.com.br

Oportunidades na Imprensa interiorana

Quando iniciei minhas atividades na imprensa do interior de Pernambuco como criador da Folha da Vitória, um folheto de apenas duas páginas, tive a sorte de conhecer grandes incentivadores que me motivaram ao ponto de meu projeto, ainda na fase embriológica, não passasse apenas de um mero sonho como acontece na maioria das vezes.

Para surpresa de muitos, José Edalvo, diretor de um jornal de longas datas na Cidade, chamado Jornal da Vitória, foi meu primeiro incentivador. O Jornal da Vitória, é o jornal mais antigo em circulação na cidade, possui uma linha editorial neutra com grande foco em fatos culturais e sociais da cidade.
Quando procurei Edalvo, lembro que era Carnaval (2004). Das poucas dicas que me deu, já que fora um encontro rápido, uma dica ficou marcada até os dias atuais e repasso sempre a quem me procura com o mesmo propósito que tive: “Dirigir um Jornal é muito mais que simplesmente escrevê-lo”. Era uma afirmação que a priori parecia ser evidente, porém só mais adiante veria como aquelas simples palavras poderia ser tão valiosas.

 

Alguns dias se passaram e finalmente veio as ruas a primeira edição da Folha da Vitória, graças a algumas economias que possuía e ainda na esperança que nas edições posteriores o comércio local aprovasse a iniciativa e reservasse espaços publicitários com a finalidade de sustentar o jornal e quem sabe por consequencia me trazer algum lucro que seja.
A Folha da Vitória circulou no mês seguinte, novamente com recursos próprios e mais também a aposta de Paulo Roberto, Diretor da Faculdade Osman Lins que na ocasião tive a oportunidade de conhecê-lo graças a um convite feito à instituição educacional.

 

O terceiro número do Folha da Vitória não chegou a ir às ruas, já que fui convidado a editar o Correio das Tabocas, jornal pertencente ao grupo Tabocas, em cores e de maior tiragem.
A aposta de Paulo Roberto em meu trabalho não me traria grandes lucros, a não ser a não mais obrigação de levar um empreendimento às ruas com recursos escassos. Paulo me colocou à frente do projeto confiando em meu trabalho, apostou tanto que chegou a convidar o jornalista Adaury Veloso (Diário de Pernambuco) para meu auxílio na parte editorial do veículo.

 

Infelizmente o projeto não foi adiante, novamente não passando da segunda edição. De qualquer forma trabalhar com Paulo Roberto foi uma verdadeira escola. Empreendedor que é, me mostrou que quando queremos algo não podemos ficar esperando a mera sorte, temos que correr atrás de nossos objetivos a qualquer hora do dia ou da noite.

 

Porém, meu sonho de ter um veículo mensal não teria mais ido adiante, se não tivesse modéstia capacidade de persistir em meio às adversidades.
Em um novo projeto solo voltei a colocar um novo jornal às ruas, desta vez o Correio do Interior, com foco regional e impresso desde a primeira edição nas impressoras do Jornal do Comercio, uma das melhores do Brasil.
A grande diferença do Correio do Interior para o Folha da Vitória e outros jornais da cidade é que assim como até hoje digo: “O Correio não é um jornal de uma pessoa só”. O Correio do Interior desde a primeira edição teve a participação de diversas pessoas da sociedade, procurando sempre uma linha a qual não procurasse denegrir a imagem de ninguém. Já na primeira edição, a repercussão foi tanta que foi recebido votos de aplausos das Câmaras de Glória do Goitá, Pombos e Vitória de Santo Antão, assim como da Assembléia Legislativa de Pernambuco, pela utilidade pública prestada nos detalhes da matéria sobre a cheia de Junho de 2005.

 

Quase quatro anos depois o jornal chegou a deixar de circular por alguns meses, nunca definitivamente, já que os próprios anunciantes, alguns desde a primeira edição, cobram sua saída com a frequencia mensal.

 

Aos que possui uma idéia, qualquer que seja. De início, a dica que deixo é não acreditar que tudo será fácil como se parece. A segunda é persistir, persistir e persistir. Quando você faz algo por paixão às dificuldades virão como desafios e cada etapa ultrapassada será sempre vista como uma nova vitória.

Entrevista com Etevaldo José da Silva

Van Dame vitoriense é sucesso em rede nacional
Casado, com dois filhos e aos trinta e seis anos, o vitoriense Etevaldo José da Silva trabalha com desenhos e pinturas, tem como paixão o cinema e hoje é conhecido como diretor, produtor, redator e ator do filme: O Mestre e o Livro Sagrado. De família humilde, o Van Dame Vitoriense (nome artístico) conseguiu realizar seu grande sonho: estrear um filme sobre artes marciais. Mesmo com todas as dificuldades encontradas, Etevaldo já planeja seu segundo longa metragem e acredita que mais uma vez levará o nome Vitória para o Brasil, uma vez que O Mestre e o Livro Sagrado foi matéria em telejornais em rede nacional.
Correio do Interior: Como surgiu a idéia de produzir e dirigir um filme?
Etevaldo (Van Dame): Desde os doze anos que gosto de filmes, principalmente de artes marciais. A idéia, faz uns dez anos que venho pensando neste projeto, mas nos últimos dois anos é que as coisas vêm se tornando realidade.
C.I.: Você fala de artes marciais, qual sua formação com esta prática e a razão do nome Van Dame?
Etevaldo (Van Dame): Não tenho diploma em nenhuma modalidade esportiva ou como atleta, meu aprendizado foi na raça, conheço colegas com certificados que me procuram para tirar dúvidas sobre muitas coisas. O nome Van Dame faz parte da minha vida há muitos anos. Tudo começou depois das minhas aulas e apresentações, sempre no estilo Shotohran, o mesmo utilizado pelo Van Dame. Sem falar na aparência física, hoje não pareço com ele como na década de 80, mas o nome artístico ficou e atendo por este nome sem problema nenhum. Trabalho com serigrafia e sempre assino meus trabalhos com o nome do astro hollywoodiano.
C.I.: Quais os pontos positivos e negativos que você poderia colocar com relação ao Mestre e o Livro Sagrado?
Etevaldo (Van Dame): Como ponto positivo, a satisfação de poder assistir a meu filme junto com meus amigos e familiares, saber que temos muita gente que torce pelo nosso sucesso por nossa alegria. O lançamento do filme foi uma exibição no Colégio 3 de Agosto, na primeira semana de outubro. Apesar da cidade está envolvida com as eleições tivemos 120 pessoas vendo o filme. Pontos negativos são os patrocinadores que ainda não investem o necessário em projetos como este. Outras coisas são os materiais para as filmagens, como câmeras, iluminação e um elenco fixo. Foram problemas durante as filmagens. Tivemos alguns atores que precisaram se deslocar para outras localidades e comprometeu muito as filmagens. Pensei varias vezes em desistir. Hoje, quando vejo que estou com 120 cópias vendidas e o trabalho sendo mostrado no NETV e no Jornal da Globo, e agora no jornal impresso, vejo que está valendo a pena.
C.I.: O que pretende depois de O Mestre?
Etevaldo (Van Dame): Ainda não posso passar para vocês. Estou escrevendo o segundo filme, Punhos da vitória, agora como já tenho minha própria câmera e também um material de iluminação legal, assim como a experiência do primeiro filme, este segundo vem com mais cuidado. Temos uma bagagem que não tínhamos no primeiro filme.

Mesa Redonda com o Jornalista João Álvares‏

Na terça feira, 13 de janeiro, nas instalações do Instituto Histórico e Geográfico da Vitória (IHGV), aconteceu uma mesa redonda em homenagem ao jornalista vitoriense João Albuquerque Álvares (1º D. foto), promovida pela Edições RUBROVEIO, na pessoa do também jornalista, Marcus Prado. Na ocasião, foi realizado uma retrospectiva dos 55 anos de dedicação à imprensa de Vitória de Santo Antão, oportunidade a qual, os convidados presentes fizeram perguntas a respeito da trajetória de vida do jornalista, ao longo dos anos, relevante aos serviços prestados a imprensa local.
Estiveram presentes, dentre outras pessoas, Helder Sóstenes (Diretor do Jornal Correio do Interior), Janaina e Vanessa Lima (Diretores da Gazeta do Estado), Lissandro Nascimento (Blog A Voz da Vitória), Severina Moura (professora), Gildo Espósito (empresário), Joaquim Lira (advogado), Luciene Freitas (escritora), dentre outros.
João Álvares iniciou o debate falando da importância do jornalismo impresso e relatando que iniciou esta atividade ainda garoto. “Fazer jornalismo no interior é uma atividade árdua pela falta de recursos, porém gratificante pelo serviço que é prestado a sociedade”. Frisou João Álvares. Em dado momento, João, relatou que em sua trajetória de vida teve duas atividades: jornalista e empresário. “Fui empresário apenas pelas circunstâncias de vida, já que o jornalismo não deu condições suficientes para que exercesse apenas esta atividade.”
Destacou Álvares. A mesa redonda foi finalizada com uma explanação do entrevistado sobre a importância de se dar continuidade ao jornalismo local pela nova geração. “Pelo nível das pessoas presentes, fico feliz pelo jornalismo de Vitória de Santo Antão continuar em boas mãos.” Finalizou João Álvares.

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